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Sobre a situação do Hospital Universitário Pedro Ernesto, diretor afirma que “não vai matar as pessoas”
29 junho, 2017

Em reunião realizada na manhã desta segunda, 24, no auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), o diretor-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto(Hupe), Edmar José Alves, afirmou que se os salários não forem pagos em uma ou duas semanas o Hospital não terá mais condições de funcionar. “Chamei esta reunião por que todas as minhas mágicas estão esgotadas, todas as nossas possibilidades acabaram”, lamentou.

A notícia chega em um momento tenso no Estado do Rio de Janeiro, que vive dias de calamidade nos serviços públicos e ainda não fechou o acordo de Recuperação Fiscal com o Governo Federal. Para o deputado estadual Zaqueu Teixeira(PDT), presidente da Frente Parlamentar de apoio ao Hupe na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, não há mais solução para o Estado senão a intervenção federal no Estado. “O quadro que nós temos hoje aponta para a necessidade de intervenção. Não é apenas o Hospital que está ameaçado, mas todos os serviços públicos no Estado”, disse.

Para Zaqueu, a Lei de Recuperação Fiscal “não recupera nada” e só arrasta o problema financeiro para o próximo governo. O diretor do hospital universitário lamenta o “colapso que se instalou” e diz que uma geração de profissionais de saúde está sendo perdida. De acordo com Edmar, a falta de salários e de profissionais está reduzindo toda a capacidade de atendimento e funcionamento do Pedro Ernesto. “Estamos com a nossa capacidade de atendimento completamente comprometida. Nós tínhamos condição de fazer 30 transplantes renais por mês e, agora, comemoramos uma. Estamos trabalhando no limite e não é nossa opção matar as pessoas”, lamenta.

Entre as soluções oferecidas pelos participantes estão o arresto nas contas do governo estadual e uma ação compartilhada da bancada federal por meio de emendas parlamentares. Para Zaqueu Teixeira, se o Estado não honrar com os pagamentos a Defensoria Pública deverá entrar “com uma ação para o arresto nas contas e garantir o pagamento dos funcionários do Hospital”.

A Defensoria Pública, porém, afirma que não é mais possível fazer os arrestos. “Na última semana o Supremo Tribunal Federal suspendeu todas as ações de arresto nas contas públicas do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Thaíssa Guerreiro, defensora pública.

Presente na reunião, o deputado federal Alessandro Molon(Rede Sustentabilidade) diz que a situação do Rio de Janeiro é inexplicável, mais ainda quando o governo federal é operado pelo mesmo partido e critica a inércia do governador para o diálogo. “É impossível imaginar que numa situação desta o governador não seja capaz de se reunir com a bancada federal e com os deputados estaduais para discutir saídas”, disse.

O parlamentar ainda afirmou que pretende conversar com a bancada e propor a destinação de R$2 milhões em emendas parlamentares por cada deputado federal do Rio de Janeiro. Como são 46, o valor para o orçamento de 2018 seria de R$96 milhões.

Ao final, Edmar Alves propôs a criação de um Fórum conjunto de entidades para discutir a situação da saúde do Estado do Rio de Janeiro. Estiveram presentes, além do diretor, o presidente do Cremerj, coordenadores de área do Hospital Universitário e os deputados estaduais Dr. Julianelli (Rede), Enfermeira Rejane (PCdoB), Zaqueu Teixeira (PDT) e os federais Alessandro Molon (Rede) e Laura Carneiro (PMDB).

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