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Intervenção ou estratégia política?
18 Fevereiro, 2018

A grande maioria da população está aplaudindo a Intervenção Federal na esperança de que a paz seja reconquistada.

O povo fluminense que vive acuado, com medo e vê diariamente o crime organizado se impor colocando o estado de joelhos, acredita que esta Intervenção seja a solução que vai acabar com todos os males vividos.

Tenho minhas dúvidas que assim seja, pois desde a implantação das UPPs – que seria a solução para todos os problemas – alerto para a migração da criminalidade para a Baixada. As autoridades negaram até não poder mais.

Como parlamentar, cobro do governo do estado e dos comandantes da segurança um plano estratégico para combater o crime na Baixada, especialmente em Queimados que está entregue a bandidagem, e eles estão sempre adiando. Resultado: não existe mais tranquilidade na região.

Sabemos que os problemas de segurança pública decorrem de vários fatores, que começam com a intensa desigualdade em que vivemos, com a falta de perspectiva para as juventudes, que são tragadas pelo crime organizado; passa por um sistema de investigação que está definhando pela falta de investimento na Polícia Judiciária; por um Ministério Público que vive na busca de mais poder e para tanto acua os policiais e chega ao Judiciário, que na audiência de custódia coloca a maioria dos detidos de volta às ruas, fazendo com que os policiais se sintam enxugando gelo.

A Polícia Federal nada diz, nem é cobrada pelos existência e aumento das drogas e armas no estado do Rio de Janeiro.

Enquanto isso, nossas cidades fluminenses vivem o drama do crescimento do tráfico de drogas e da convivência nas ruas com criminosos utilizando fuzis para roubar a veículos e fazer arrastões, sem contar com os fechamentos das vias expressas da cidade.

Tudo isso amplifica a sensação de insegurança e não adianta mostrar estatisticamente que a violência não explodiu no carnaval, porque a sensação e vivência de quem esteve nas ruas foi o contrário.

Vejo com reservas a Intervenção porque os militares já estavam atuando no Rio há 11 meses, através da chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem),e nada mudou.

Nos dez meses que terão o comando pleno da segurança a única previsão de recursos financeiros existente no decreto da Intervenção se refere aos recursos do estado do Rio de Janeiro.

Recursos financeiros do Governo Federal sequer foram mencionados. Temer agora vai comandar a segurança pública, porém sua intenção oculta é mostrar para o Brasil que ele deu jeito no Rio e, com Isso, recuperar o que perdeu com a reforma trabalhista, que tirou direitos dos trabalhadores e com a frustrada reforma da previdência, cuja missão é acabar com o direito a aposentadoria.

Já que o discurso de Temer é de que o governo dispõe de verba para bancar essa Intervenção, cobrarei diariamente, na ALERJ, que os 4 mil PMs, os 248 papiloscopistas, os oficiais de cartório, os bombeiros militares e agentes penitenciários, que fizeram concurso, sejam imediatamente convocados para nomeação pois este será o primeiro passo para recompor os homens perdidos.

Exigir o imediato pagamento do 13o salário de 2017, o pagamento das horas extras trabalhadas e o pagamento do Sistema de Metas. Essa é uma luta do nosso mandato há tempos e a desculpa é que não haviam recursos. Agora, pelo visto, há disponibilidade.

Espero que o Governo Federal, interventor, invista no reaparelhamento das forças policiais com o incremento de novas tecnologias de ponta. Que traga para a parceria o Ministério Público e o poder Judiciário. E que essa força tarefa atue para tirar os fuzis das ruas, fator fudamental no combate a criminalidade.

Torço para que o general Braga Netto consiga motivar nossos valorosos policiais para o enfrentamento diário.

Serão dez meses num período em que teremos eleições presidenciais e para governador.

O tempo urge e espero que tudo não seja apenas uma jogada política. Que seja uma ação efetiva, para o bem do nosso povo.

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